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Um panfleto de idéias, arte e filosofia....

terça-feira, 26 de abril de 2011

FILOSOFIA MODERNA

Com o Renascimento Cultural e Científico, o surgimento da burguesia e o fim da Idade Média, as formas de pensar sobre o mundo e o Universo ganham novos rumos. A definição de conhecimento deixa de ser religiosa para entrar num âmbito racional e científico. O teocentrismo é deixado de lado e entra em cena o antropocentrismo ( homem no centro do Universo ). Neste contexto, René Descartes cria o cartesianismo, privilegiando a razão e considerando-a base de todo conhecimento.
René Descartes é considerado o iniciador da filosofia moderna. A sua preocupação fundamental foi encontrar um critério da verdade inteligível e dedutivo, que permitisse atingir uma verdade evidente por si mesma. A sua reflexão inicia-se com a dúvida metódica: duvidar de tudo quanto existe para encontrar algo acerca do qual não se possa duvidar. Pretendeu estabelecer um método que garantisse com evidência, o valor de todas as ciências, e tomou como modelo a Matemática que partindo de princípios progredia depois dedutivamente. Para encontrar o princípio primordial, Descartes estabeleceu a seguinte regra: "Nunca admitir nenhuma coisa como verdadeira, sem a reconhecer evidentemente como tal, isto é, evitar cuidadosamente a precipitação e os preconceitos e só incluir nos meus juízos aquilo que se apresente tão claro e distintamente ao meu espírito, que não tenha nenhuma ocasião de o pôr em dúvida". Segundo esta regra, o princípio mais radical deve ser evidente por si mesmo, isto é, intuitivo: a intuição revela a ideia como clara e distinta, a clareza e distinção manifestam-se pela resistência de qualquer dúvida. O que é inovador e singular em Descartes não é a procura da verdade através da dúvida (método já utilizado por Stº Agostinho), mas sim pretender assentar na certeza indiscutível do "Penso, logo existo", toda a estrutura do edifício filosófico. Assim, o edifício filosófico de Descartes construído a partir da ideia "Penso, logo existo" tinha como método a dedução numa cadeia de intuições sucessivamente ordenadas com clareza e distinção. Devemo-lhe a restauração do interesse pela metafísica e podemos dizer que os problemas por ele levantados abriram caminho a um período de profunda reflexão filosófica, transformando o seu tempo numa das épocas mais florescentes, em termos filosóficos, da história da humanidade.
A burguesia, camada social em crescimento econômico e político, tem seus ideais representados no empirismo e no idealismo. No século XVII, o pesquisador e sábio inglês Francis Bacon cria um método experimental, conhecido como empirismo, ele viu as amplas possibilidades da ciência emergente e propôs progamas para o seu desenvolvimento em cada nível, do teórico aos institucional. Neste mesmo sentido, desenvolvem seus pensamentos Thomas Hobbes e John Locke. Hobbes propôs a idéia de que a matéria física é tudo o que existe, e de que tudo pode ser explicado em termos de matéria em movimento, desenvolveu sua teroria política em "Os elementos da lei natural e política" (1650) e no livro "Leviatã" em 1651, que foi considerado sua obra prima, na qual apresentou suas idéias sobre metafísica, psicologia e filosofia política. Embora não tenha sido o primeiro empirista na história da filosofia, Locke desde sua época tem sido considerado o pai fundador do empirismo e de tudo o que dele decorre, sua maior obra filosófica foi publicada em 1689 "Ensaio sobre o entendimento humano", é uma investigação sistemática da natureza e do escopo da razão huamana.
O iluminismo surge em pleno século das Luzes, o século XVIII. A experiência, a razão e o método científico passam a ser as únicas formas de obtenção do conhecimento. Este, a única forma de tirar o homem das trevas da ignorância. Podemos citar, nesta época, os pensadores Immanuel Kant, Friedrich Hegel, Montesquieu, Diderot, D'Alembert e Rosseau.
Em Kant, racionalismo e empirismo se encontram e , segundo esse ilustre filósofo "nossa experiência se dá em formas determinadas por nosso aparelho corporal, e só nessas formas podemos imaginar a existência específica de qualquer coisa", suas obras principais foram "Crítica da razão pura (1781)", "Prolegômenos (1783)", "Princípios fundamentais da metafísica e dos costumes (1785)", "Crítica da razão prática (1788)" e "Crítica do juízo (1790)".
Hegel considerava tudo acerca do mundo e sua história como o desenvolvimento de algo não - material, um processo histórico que culminou na autoconsciência oferecida por sua filosofia, suas principais obras foram " A fenomenologia do espírito (1806)", "A ciência da lógica (1812)", "Enciclopédia das ciências filosóficas em esboço (1817)", "Filosofia da História (1818)" e "Filosofia do Direito (1821)".
A Teoria da Separação dos Poderes (ou da Tripartição dos Poderes do Estado) é a teoria de ciência política desenvolvida por Montesquieu, no livro "O Espírito das Leis" (1748), que visou moderar o Poder do Estado dividindo-o em funções, e dando competências a órgãos diferentes do Estado.
Diderot era conhecido como "O Enciclopedista", foi um gênio, filósofo, satirista, romancista, dramaturgo, crítico de arte, editor-chefe da Enciclopédia francesa, cujo impacto foi internacional.
Jean le Rond d'Alembert foi um filósofo, matemático e físico francês que participou na edição da Encyclopedié, a primeira enciclopédia publicada na Europa. Estudou teologia no Collège des Quatre Nations e formou-se em Direito (1735-1738),mas só depois descobriu a sua vocação para a Matemática e Física. Suas pesquisas em física relacionaram-se à mecânica racional; princípio fundamental da dinâmica; problema dos três corpos; cordas vibrantes e hidrodinâmica. Em matemática estudou as equações com dericadas parciais; equações diferenciais ordinárias; definiu a noção de limite; inventou um critério de convergência das séries; demonstrou o teorema fundamental da álgebra, que afirma ter toda equação algébrica pelo menos uma raiz real ou imaginária (teorema de D’Alembert-Gauss). D'Alembert foi o primeiro a dar uma completa solução para o extraordinário problema da precessão dos equinócios. Seu mais importante trabalho, puramente matemático, foi sobre equações parcialmente diferenciais, particularmente em conexão com correntes vibratórias.
Rousseau foi o primeiro filósofo ocidental a insistir em que nossos julgamentos devem se basear nas exigências dos sentimentos e não da razão. Ao defender que todos os homens nascem livres, e a liberdade faz parte da natureza do homem, Rousseau inspirou todos os movimentos que visaram uma busca pela liberdade. Foi um dos grandes pensadores nos quais a Revolução Francesa se baseou, apesar de esta se apropriar erroneamente de muitas de suas ideias. A filosofia política de Rousseau é inserida na perspectiva dita contratualista de filósofos britânicos dos séculos XVII e XVIII, e seu famoso "Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade nos homens" pode ser facilmente entendido como um diálogo com a obra de Thomas Hobbes.
O século XIX é marcado pelo positivismo de Auguste Comte. O ideal de uma sociedade baseada na ordem e progresso influencia nas formas de refletir sobre as coisas. O fato histórico deve falar por si próprio e o método científico, controlado e medido, deve ser a única forma de se chegar ao conhecimento. O núcleo da filosofia de Comte radica na idéia de que a sociedade só pode ser convenientemente reorganizada através de uma completa reforma intelectual do homem. Com isso, distintingue-se de outros filósofos de sua época como Saint-Simon e Fourier, preocupados também com a reforma das instituições, mas que prescreviam modos mais diretos para efetivá-la. Enquanto esses pensadores pregavam a ação prática imediata, Comte achava que antes disso seria necessário fornecer aos homens novos hábitos de pensar de acordo com o estado das ciências de seu tempo. Por essa razão, o sistema comteano estruturou-se em torno de três temas básicos. Em primeiro lugar, uma filosofia da história com o objetivo de mostrar as razões pelas quais uma certa maneira de pensar (chamada por ele filosofia positiva ou pensamento positivo) deve imperar entre os homens. Em segundo lugar, uma fundamentação e classificação das ciências baseadas na filosofia positiva. Finalmente, uma sociologia que, determinando a estrutura e os processos de modificação da sociedade permitisse a reforma prática das instituições. A esse deve-se acrescentar a forma religiosa assumida pelo plano de renovação social, proposto por Comte nos seus últimos anos de vida
Neste mesmo século, Karl Marx utiliza o método dialético para desenvolver sua teoria marxista. Através do materialismo histórico, Marx propõe entender o funcionamento da sociedade para poder modificá-la. Através de uma revolução proletária, a burguesia seria retirada do controle dos bens de produção que seriam controlados pelos trabalhadores.
Ainda neste contexto, Friedrich Nietzsche, faz duras críticas aos valores tradicionais da sociedade, representados pelo cristianismo e pela cultura ocidental. O pensamento, para libertar, deve ser livre de qualquer forma de controle moral ou cultural.
Nietzsche talvez seja o pensador mais incômodo e provocativo. Sua vocação crítica cortante o levou ao submundo de nossa civilização, sua inflexível honestidade intelectual denunciou a mesquinhez e a trapaça ocultas em nossos valores mais elevados, dissimuladas em nossas convicções mais firmes, renegadas em nossas mais sublimes esperanças. Essa atitude deriva do que Nietzsche entendia por filosofia.
Para ele, filosofar é um ato que se enraíza na vida e um exercício de liberdade. O compromisso com a autenticidade da reflexão exige vigilância crítica permanente, que denuncia como impostura qualquer forma de mistificação intelectual. Por isso, Nietzsche não poupou de exame nenhum de nossos mais acalentados artigos de fé. O destino da cultura, o futuro do ser humano na história, sempre foi sua obsessiva preocupação. Por causa dela, submeteu à crítica todos os domínios vitais de nossa civilização ocidental: científicos, éticos, religiosos e políticos.
Nietzsche é um dos grandes mestres da suspeita, que denuncia a moralidade e a política moderna como transformação vulgarizada de antigos valores metafísicos e religiosos, numa conjuração subterrânea que conduz ao amesquinhamento das condições nas quais se desenvolve a vida social. Nesse sentido, ele é um dos mais intransigentes críticos do nivelamento e da massificação da humanidade. Para ele, isso era uma conseqüência funesta da extensão global da sociedade civil burguesa, tal como esta se configurou a partir da Revolução Industrial.
Nietzsche se opõe à supressão das diferenças, à padronização de valores que, sob o pretexto de universalidade, encobre, de fato, a imposição totalitária de interesses particulares; por isso, ele é também um opositor da igualdade entendida como uniformidade. Assim, denunciou a transformação de pessoas em peças anônimas da engrenagem global de interesses e a manipulação de corações e mentes pelos grandes dispositivos formadores de opinião.
O esforço filosófico de Nietzsche o levou a se confrontar com as grandes correntes históricas responsáveis pela formação do Ocidente: a tradição pagã greco-romana e a judaico-cristã; e o que resultou da fusão entre as duas.
Ao longo desse seu confronto com o conjunto da herança cultural de nossa tradição, Nietzsche forjou conceitos e figuras do pensamento que até hoje impregnam nosso vocabulário e povoam nosso imaginário político e artístico. Tais são, por exemplo, as noções de Apolo e Dionísio, transformadas em categorias estéticas, os conceitos de vontade de poder, além-do-homem (Übermensch), eterno retorno e niilismo e a figura da morte de Deus.
A Filosofia Moderna é um marco importantíssimo para o pensamento ocidental, um "divisor de águas", pois quebra radicalmente com as tradições filosóficas anteriores, contudo ainda sem deixar de ter influência destas, negando ou reafirmando ou reformulando algumas de suas idéias
Diante do exposto pode-se concluir, que a era moderna reformulou a filosofia ocidental em si, onde o Sujeito torna-se o objeto central das teorias do conhecimento, ao contrário das tendências filosóficas anteriores, desprendendo-a convincentemente de sua função de apenas ser uma ferramenta para a teologia e tornando-a mais liberta, e desde de então evoluir com rapidez e projeção jamais vista antes, refletindo o desenvolvimento cada vez mais rápido da nossa realidade social nos últimos séculos.
 
 
Referências Bibliográficas
1-
ROVIGHI, Sofia Vanni. História da Filosofia Moderna. São Paulo: Loyola , 1999.
2-
JERPHAGNON, Lucien. História das Grandes Filosofias. São Paulo : Livraria Martins Fontes Editora Ltda. 1992
3-
4- MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge ZAHAR Editor. 1997.
5- BONATI, Sérgio Gazolla. Apostila Filosofia - Filosofia Antiga e Medieval - SIGNORELLI. RJ: 2007
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; Martins, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Editora Moderna. 1994

segunda-feira, 25 de abril de 2011

FILOSOFIA ANTIGA E MEDIEVAL

A filosofia nasce quando os seres humanos começam a tentar entender o mundo, não por meio da religião ou pela aceitação da autoridade, mas pelo uso da razão. Isso parece ter começado entre os antigos gregos, nos séculos VI, V e IV a.C. Suas primeiras perguntas foram: "de que é feito o mundo?" e "o que sustenta o mundo?" Mas então veio Sócrates, o mais famoso de todos os filósofos gregos, e disse que o mais importante é o modo como se deve viver. Sua pergunta básica era: "que é justiça?" Seu discípulo Platão foi o primeiro filósofo ocidental cujos escritos sobreviveram e são hoje estudados em universidades de todo o mundo. Aristóteles, discípulo de Platão, foi um gênio semelhante.
Os primeiros filósofos fizeram de uma só vez duas grandes rupturas com o passado. Em primeiro lugar, tentaram entender o mundo com o uso da razão, sem recorrer à religião, à revelação, à autoridade ou à tradição. Isso, por si só, foi algo totalmente novo, e um dos mais importantes marcos do desenvolvimento humano. Mas ao mesmo tempo eles ensinavam outras pessoas a usar a própria razão também e a pensar por si mesmas. Assim, nem sequer esperavam que seus próprios discípulos concordassem necessariamente com eles. Foram os primeiros mestres a não tentar transmitir um corpo de conhecimento puro e intacto, inviolado, ao contrário, encorajavam seus discípulos a discutir e argumentar, a debater, a propor idéias próprias.
Esses dois desenvolvimentos na vida mental da humanidade, ambos revolucionários, estão ligados, e por isso entraram em cena juntos. Eles foram as bases do que hoje se chama "pensamento racional".
Durante os mil anos entre a queda do Império Romano, no século V d.C., e a aurora do renascimento, no século XV, a tocha da civilização na Europa Ocidental foi carregada sobretudo pela Igreja Cristã. Mas, antes de estarem dispostos a abraçar qualquer idéia ou descoberta, os cristãos precisavam se assegurar de que ela não era incompatível com o cristianismo. Assim, os escritos dos maiores filósofos da antiguidade eram esquadrinhados para determinar quais de suas idéias harmonizavam-se com o cristianismo e quais deviam ser rejeitadas. A síntese suprema foi obtida perto do final do período, nos escritos de Tomás de Aquino, que produziu uma visão de mundo ampla e abrangente, harmonizando o que eram os principais sistemas de pensamento.
Na Idade Média, o pensamento filosófico se tornou dependente da teologia. É nessa época que o Cristianismo se torna a religião oficial do império Romano e começa a se buscar fundamentos filosóficos para essa religião na Grécia Antiga.
A Filosofia que se cultivou na Europa durante os períodos Patrístico e a Idade Média foi, em grande parte, uma filosofia elaborada por cristãos. Contudo, houve também, a partir do século VIII, uma filosofia de inspiração mulçumana e outra produzida por judeus. A herança greco-romana já havia sido posta de lado desde o século V. E isso facilitou o florescimento destas filosofias de inspirações religiosas. Não obstante, é um fato o predomínio de uma filosofia produzida sob inspiração cristã. Talvez, devido a isso, alguns pensadores, como E. Gilson e J. Maritain, propuseram a definição da História da Filosofia Medieval como o estudo da Filosofia Cristã, o que gerou uma controvérsia, pois E. Bréhier e L. Brunschvig, sustentaram que não existiu uma filosofia tipicamente cristã neste período. Não nos parece lícito dizer que a História da Filosofia Medieval seja uma História da Filosofia Cristã por esta haver sido mormente cultivada durante este período. Tem certa razão A. de Libera ao dizer que a história da filosofia medieval não é a história da filosofia cristã , porque são várias as durações: uma latina, uma grega, uma árabe-muçulmana, uma judaica . Contudo, é lícito afirmar que houve efetivamente no epicentro da História da Filosofia medieval o desenvolvimento de uma filosofia própria do cristianismo e que se destacou pela originalidade no tratamento de certos temas teológicos.
Enquanto o pensamento de Santo Agostinho representou o desenvolvimento de uma filosofia cristã inspirada em Platão, o pensamento de São Tomas de Aquino reabilitou a filosofia de Aristóteles até então vista sob suspeita pela Igreja, mostrando ser possível desenvolver uma leitura de Aristóteles compatível com a doutrina cristã.
Agostinho sentiu-se despertado para a filosofia pela leitura de Cícero. Posteriormente, deixou-se influenciar pelo maniqueísmo, seita persa que afirmava ser o universo dominado por dois grandes princípios opostos, o bem e o mal, mantendo uma incessante luta entre si. Mais tarde, já insatisfeito como o maniqueísmo entrou em contato com o neoplatonismo (movimento filosófico do período greco-romano desenvolvido por pensadores inspirados em Platão), que, na época, tinha como característica o ceticismo. Cresceu e se aprofundou em Agostinho uma grande crise existencial, uma inquietação quase desesperada em busca de sentido para a vida.Foi nesse período crítico que ele se encontrou com Santo Ambrósio, bispo de Milão, sentindo-se extremamente atraído por suas pregações. Pouco tempo depois, converteu-se ao cristianismo.

O pensamento de Agostinho reflete, em grande parte, os principais passos de sua trajetória.

Do maniqueísmo ficou uma concepção dualista, simbolizada pela luta entre o bem e o mal, a alma e o corpo. Neste sentido, dizia que o homem tem uma inclinação natural para o mal. Insistia em que já nascemos pecadores e somente um esforço consciente pode nos fazer superar essa deficiência ?natural?. Considerando o mal como o afastamento de Deus, defendia a necessidade de uma intensa educação religiosa.

Do ceticismo ficou a permanente desconfiança nos dados dos sentidos, isto é, no conhecimento sensorial, conhecimento que nos apresenta uma multidão de seres mutáveis, flutuantes e transitórios.

Do neoplatonismo, Agostinho assimilou a concepção de que a verdade, como conhecimento eterno, deveria ser buscada intelectualmente no mundo as idéias.

Com o cristianismo, defendeu a via do autoconhecimento, o caminho da interioridade, como instrumento legítimo para a busca da verdade. Somente o íntimo de nossa alma, iluminada por Deus poderia atingir a verdade das coisas. Provoca, com isso, a submissão do espírito à matéria, equivalente à subordinação do eterno ao transitório, da essência à aparência.

Assim, a teoria agostiniana estabelece que todo conhecimento verdadeiro é o resultado de um processo de iluminação divina, que possibilita ao homem contemplar as idéias, arquétipos eternos de toda a realidade. Nesse tipo de conhecimento a própria luz divina não é vista, mas serve apenas para iluminar as idéias. Um outro tipo seria aquele no qual o homem contempla a luz divina, olhando o próprio sol: a experiência mística.

Isso significa que, para Agostinho, a fé revela verdades ao homem de forma direta e intuitiva. Vem depois a razão esclarecendo aquilo que a fé já antecipou.

Já Tomás de Aquino viveu intensamente os conflitos intelectuais, típicos de sua época, que opunha o conhecimento pela razão, a teologia à filosofia, a crença na revelação biblíca às investigações dos filósofos gregos.

Inserida no movimento escolástico, a filosofia de Tomás de Aquino (o tomismo) já nasceu com objetivos claros: não contrariar a fé. De fato, a finalidade de sua filosofia era organizar um conjunto de argumentos para demonstrar e defender as revelações do cristianismo.

Assim, Tomás de Aquino reviveu em grande parte o pensamento aristotélico com a finalidade de buscar nele os elementos racionais que explicassem os principais aspectos da fé cristã.

Retomando as idéias de Aristóteles sobre o ser e o saber, Tomás de Aquino enfatizou a importância da realidade sensorial. No processo de conhecimento dessa realidade, ressaltou uma série de princípios considerados básicos, dentre os quais de destacam:

- princípio de contradição: o ser é e não é. Não existe nada que possa ser e não ser ao mesmo tempo e sob o mesmo ponto de vista

- princípio da substância: na existência dos seres podemos distinguir a substância ( a essência propriamente dita) e o acidente (a qualidade não-essencial, acessória do ser)

- princípio da causa eficiente: todos os seres que captamos pelos sentidos são seres contingentes, isto é, não possuem, em si próprios, a causa eficiente. Portanto, para existir, o ser contingente depende de um outro ser que representa a sua causa eficiente: este outro ser é chamado de ser necessário.

- Princípio da finalidade: todo ser contingente existe em função de uma finalidade, de um objetivo, de uma razão de ser. Enfim, todo ser contingente possui uma causa final.

- Princípio do ato e da potência: todo ser contingente possui duas dimensões ? o ato e a potência. O ato representa a existência atual do ser, aquilo que está realizado e determinado. A potência representa a capacidade real do ser, aquilo que não se realizou mas pode realizar-se. È a passagem da potência para o ato que explica toda e qualquer mudança.

Segundo Santo Tomás a razão pode provar a existência de Deus através de cinco vias, todas de índole realista: considera-se algum aspecto da realidade dada pelos sentidos como o efeito do qual se procura a causa.
A primeira fundamenta-se na constatação de que no universo existe movimento. Baseado em Aristóteles, Santo Tomás considera que todo o movimento tem uma causa.

A segunda via diz respeito à idéia de causa em geral. Todas as coisas ou são causas ou são efeitos, não se podendo conceber que alguma coisa seja causa de si mesma.

A terceira via refere-se aos conceitos de necessidade e possibilidade. Todos os seres estão em permanente transformação, alguns sendo gerados, outros se corrompendo e deixando de existir.

A quarta via tomista para provar a existência de Deus é de índole platônica e baseia-se nos graus hierárquicos de perfeição observados nas coisas.

A quinta via fundamenta-se na ordem das coisas.

A distinção real ou ontológica entre essência e existência possibilitou a Tomás de Aquino refutar racionalmente e rejeitar como heréticas certas concepções correntes, na época, sobre dogmas da encarnação de Cristo e da Trindade.

A harmonização, no plano social e político, entre poder temporal e poder espiritual seria análoga à que Santo Tomás procura estabelecer entre filosofia e teologia, entre razão e fé.

Desse modo, podemos verificar os responsáveis pelo resgate cristão das filosofias de Platão e Aristóteles, respectivamente, Agostinho e Tomás de Aquino.

 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

1- Gilson, Étienne. O espírito da filosofia medieval. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
2- Marcondes, Danilo. Textos básicos de filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein / Danilo Marcondes. - 5. ed. revista. - Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,2007.
3- Bonati, Sérgio Gazolla. Apostila Filosofia - Filosofia Antiga e Medieval - SIGNORELLI. RJ: 2007.

domingo, 24 de abril de 2011

Expressionismo nas Artes Visuais e Anita Malfatti

Expressionismo nas artes é um termo ambíguo de nascença, uma vez que, em princípio toda Arte deveria ser considerada expressionista, já que sempre quer expressar visualmente alguma coisa, expressar a subjetividade única do artista diante do mundo. Mas o termo na história da arte que designa um estilo forte e dominante surgiu no início do século XX para rotular uma série de artistas de tendências e estilos mais diversos. O expressionismo surgiu então com dissidências internas inevitáveis devido às personalidades contraditórias de seus artístas (a maioria deles alemães, belgas, escandinavos e russos). Extremamente individualistas em suas propostas, criaram soluções formais muito singulares e alguns deles se organizavam em associações que refletia o ideais da efêmera República Weimar e seus temas políticos, os horrores da Primeira Guerra e a condição miserável da situação do proletariado que serviram de fundo à sensibilidade social desses artístas. Mário de Andadre apontou a arte expressionista como um estilo moderno por excelência ao conseguir integrar uma forte preocupação social com as novidades formais radicais de invenção técnica. No Brasil , observou-se um desejo expresso e intenso de pesquisar nossa realidade social, espiritual e cultural. A arte mergulhou fundo no tenso panorama ideológico da época, buscando analisar as contradições vividas pelo país e representá-las pela linguagem estética. Destaco dois grandes artístas : Anita Malfatti e Candido Portinari, que foi um importante pintor brasileiro, cuja temática expressava o papel que os artistas da época propunham: denunciar as desigualdades da sociedade brasileira e as consequências desse desequilíbrio. Seu trabalho ficou conhecido internacionalmente através dos corpos humanos sugerindo volume e pés enormes que faziam com que as figuras parecessem relacionar-se intimamente com a terra, estavam sempre pintada em tons muito vermelhos. Portinari pintou painéis para o pavilhão brasileiro da Feira Mundial de Nova York, Via Crucis - para a igreja de São Francisco, na Pampulha, Belo Horizonte (MG) e murais da sala da Fundação Hispânica na Biblioteca do Congresso, em Washington. Sua pintura retratou os retirantes nordestinos, a infância em Brodósqui, os cangaceiros e temas de conteúdo histórico como Tiradentes, atualmente no Memorial da América Latina, em São Paulo, e o painel A Guerra e a Paz, pintado em 1957 para a sede da ONU.  Ano passado, em meados de abril, tive a oportunidade de ir no CCBB Rio e apreciar a exposição "Retrospectiva Anita Malfatti -120 anos" na qual 120 obras que foram expostas permeiaram toda a carreira de Anita desde o período de vanguarda, com as telas expostas em 1917, passando pela fase mais conservadora e chegando às paisagens do interior brasileiro. Sua arte era livre das limitações que o academicismo impunha, seus trabalhos se tornaram marcos na pintura moderna brasileira, por seu comprometimento com as novas tendências.
Obras destacadas: A Estudante Russa, O Homem Amarelo, Mulher de Cabelos Verdes e Caboclinha. O impacto das telas de Anita tem a ver com seu aspecto expressionista, novo para os padrões da arte brasileira de então. A Exposição de Pintura Moderna - Anita Malfatti, realizada em São Paulo, entre 12 de dezembro de 1917 e 11 de janeiro de 1918, é considerada um marco na história da Semana de Arte Moderna de 1922 ( A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vaguarda, para o modernismo. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e arte plástica exibida em telas; esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos).

                                           

Malfatti, Anita A Estudante Russa , ca. 1915
óleo sobre tela, c.i.e.
76 x 61 cm
Coleção de Artes Visuais do Instituto de Estudos Brasileiros - USP (São Paulo)
Reprodução fotografica Leonardo Crescenti





Malfatti, Anita O Farol de Monhegan , 1915
óleo sobre tela, c.i.d.
46,5 x 61 cm
Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ
Reprodução fotografica Leonardo Crescenti


sábado, 23 de abril de 2011

Sai, capeta! - PAPA CONCLAMA BLOGUEIROS PARA ENCONTRO MUNDIAL NO VATICANO

Diretamente do http://cloacanews.blogspot.com/


Enquanto a blogosfera brasileira realiza seus encontros estaduais, preliminares do II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, a Santa Sé acaba de convocar, por meio do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, um encontro mundial de “blogueiros do Senhor”, marcado para acontecer em Roma no próximo dia 2 de maio. 
Ao apresentar a iniciativa, o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho de Cultura, disse que “no geral, os blogueiros são um pouco provocadores”. Ao mesmo tempo, questionou: “Como seria possível ignorá-los? São sujeitos fundamentais da nova comunicação”.
O encontro acontecerá um dia depois da beatificação de João Paulo II, aproveitando a presença de alguns blogueiros carolas na capital italiana. 
Você, que é filho de Deus, pode participar. Basta enviar um e-mail para blogmeet@pccs.it, colocando o link de seu blog. José Serra já confirmou que levará o ar de sua graça ao certame.
Para beber a notícia diretamente da sacrossanta fonte, clique aqui.
Para acompanhar a organização do II Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, clique aqui.
Para saber em que pé está o I Encontro de Blogueiros e Tuiteiros do RS, clique aqui.

Impossibilidade de harmonizar Ecologia e Economia, a natureza e o lucro.

"Não critico a Ecologia, mas os ecologistas que não compreendem que estamos diante de um verdadeiro paradoxo, isto é, uma contradição absoluta entre duas proposições, tão difícil de resolver porque a tese e antítese são igualmente certas. Suas formulação mais simples poderia ser aproximadamente a seguinte: a tese - as economias precisam crescer, sem o qual veremos empresas falirem, representando o aumento do desemprego e da miséria humana, à qual se acrescenta o aumento dos déficits públicos dos governos que gerará as próximas crises econômicas incontroláveis. A antítese - no estado atual da nossa ciência, é claro que o crescimento mundial é, literalmente, insustentável, por um motivo que ninguém pode negar com seriedade. A Índia e a China entraram na lógica de produção e de consumo ocidental, mas se os bilhões de habitantes desses dois países tiverem o mesmo nível de vida que o nosso, todos os recursos do planeta (aço, petróleo, matérias-primas, etc.) não suportariam. O crescimento é, portanto, totalmente necessário e também insustentável. Como resolver esse paradoxo? Essa é a verdadeira questão. Não se resolverá com o não crescimento, porque ninguém impedirá a China de se desenvolver. A única saída é olhar para a inovação, as tecnologias limpas que vão salvar o mundo. Mas não estou otimista. Nada diz que isso irá acontecer".

Entrevista com o filósofo francês Luc Ferry para a Revista Filosofia Ano V - N 56, pg 12.

O DESAFIO DE SE CONVIVER COM A DIFERENÇA

Atualmente a sociedade vivencia uma diversidade de informações bastante vasta. Essa diversidade pode ser caracterizada pelos aspectos sociais, culturais, sexuais e outros. Cabe a cada um compreendê-las positivamente ou não.

A incapacidade de aceitar as diferenças que circundam a vida cotidiana do homem na era moderna, não caracteriza o fato de irrespeitabilidade de modos de vivencia e opiniões acerca da população.

É dever de todos colaborar para a plenitude de um convívio digno mediante as diferenças que envolvem a individualidade de algo ou alguém.

O bom convívio com o meio é que rege o início para um futuro onde pessoas viverão em harmonia. Um futuro de ações humanizadas.

REDAÇÃO APRESENTADA AO ENEM 2007 PELO CANDIDATO HELBER MATEUS DA SILVA.


Nessa madrugada....

Na Lapa....mesmo que você esteja sem dinheiro, a diversão é garantida. As ruas ficam lotadas com uma fauna que inclui gringos, locais, prostitutas, travestis, gente bonita e feia, rica e pobre, todos dividindo esse espaço democrático em busca de diversão.
Lembrando que, residiram na Lapa: Machado de Assis (cujos imóveis foram tombados) e diversos de seus personagens, Carmem Miranda, Manuel Bandeira, Jorge Amado (em momento de sua vida), Péricles Maranhão (autor de "O amigo da onça"), Lamartine Babo, Orestes Barbosa, Villa-Lobos, Silvio Santos (nascido no bairro), etc.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

As 10 estratégias de manipulação midiática

1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dosúltimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/noam-chomsky-as-10-estrategias-de-manipulacao-midiatica.html